Segundo o Site BabyCenter, o colo do útero é a parte que faz a ligação com a vagina, uma espécie de "gargalo". Quando a mulher não está grávida, o canal cervical tem um buraquinho, pelo qual passam o fluxo menstrual e o esperma.
Durante a gravidez, forma-se um tampão de muco e secreção para fechar essa abertura, protegendo o útero de infecções.
Numa gravidez normal, o colo do útero permanece firme, comprido e fechado até as últimas semanas.
Só então começa a amolecer, afinar ("esvaecer", no termo técnico, ou "apagar") e dilatar (abrir), preparando-se para dar passagem ao bebê no parto vaginal.
Ter insuficiência (ou incompetência) istmo-cervical (IIC) quer dizer que seu colo do útero é mais fraco ou curto que o normal. Ele tende a dilatar e afinar sem que haja contrações ou dor, só pelo peso do bebê.
O problema é que a dilatação pode acontecer rápido demais e o bebê nascer muito antes do tempo, ainda no segundo trimestre.
Nessa fase da gestação, a criança tem poucas condições de sobreviver fora da barriga, e pode acontecer o chamado aborto espontâneo tardio.
Ou então o parto pode ocorrer já no terceiro trimestre, mas o bebê ainda é muito prematuro (com menos de 32 semanas de gravidez), o que pode causar problemas à saúde dele.
Antes da minha primeira gravidez nunca havia ouvido falar em Insuficiência Istmo Cervical e depois do meu primeiro positivo naturalmente as pessoas conversavam comigo sobre gravidez, e assim eu descobri através da minha cunhada que uma amiga em comum havia perdido dois bebês por conta do seu "colo fraco". Fiquei tão triste por ela e também com muito medo pois meu bebê estava no meu ventre tão pequenino e eu temia muito perder a gestação nos primeiros meses, já que o risco de um aborto nessa fase é tão comum.
Infelizmente com 12 semanas, eu tive hemorragia e acabei perdendo meu bebê, ele parou de se desenvolver e fiquei alguns dias com ele no ventre até que o meu organismo se encarregou de expelir mas somente "bolas" e mais "bolas" de sangue.
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Na minha segunda gravidez, apesar de muito feliz o meu medo se multiplicou, fiquei com trauma das 12 primeiras semanas e não via a hora que passasse dessa fase. Eu tinha medo de pensar na gravidez e tentava esquecer que estava grávida para não ficar tão tensa o tempo todo. (claro que é impossível esquecer, né).
Passadas as 12 semanas eu pude respirar aliviada, só então comecei a curtir minha gravidez de verdade, mais tranquila, mais confiante e apesar dos meus medos que insistiam em aparecer, eu tinha certeza absoluta que teria minha bebezinha nos braços.
Mas, o que eu não imaginava aconteceu, quando eu estava com 20 semanas comecei a sentir uma leve pressão no baixo ventre, não era dor, apenas uma sensação diferente, então preocupada fui ao Hospital, e infelizmente a minha bolsa havia descido pelo canal da vagina e minha bebê não resistiria fora do útero. Fui diagnosticada com Insuficiência Istmo Cervical, e no mesmo dia sofri um aborto tardio.
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Fiquei internada e no soro o tempo todo, as enfermeiras diziam que era Buscopan, eu disse que não estava com dor mesmo assim o soro ficou lá, as vezes penso que não era Buscopan, pois fui internada de manhã e a noite comecei ter contrações e um tempo depois minha bolsa estourou e minha filha "nasceu" de parto normal.
Conversando com alguns médicos eles foram unânimes em dizer que eu não teria como descobrir antes de ter perdido o bebê. Infelizmente o diagnostico é feito com base no histórico de perdas anteriores e a partir de então o médico fará um acompanhamento mais rigoroso em relação as medidas do colo uterino e a paciente fará um procedimento por volta das 12 semanas chamado Cerclagem para possibilitar que a gestação siga até o final.
Confesso que no segundo aborto achei que nunca mais fosse me recuperar desse trauma, não foi nada fácil, chorei muito nas madrugadas, meu travesseiro amanhecia todo molhado, assim como minha blusa com meus seios enfaixados e cheios de leite. Sim, além da dor de voltar da maternidade com os braços vazios, meu corpo entendeu que eu havia dado a luz e começou produzir leite.
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Apesar de duas perdas estou confiante em Deus e na medicina e sei que logo logo terei meu milagre nos braços. Sei que não será nada fácil, sei que o medo vai continuar me afligindo, sei que alguns casos a gestante precisa fazer repouso relativo ou repouso absoluto para segurar a gestação, mas também sei que existe um Deus no céu que conhece muito bem o desejo do meu coração, Ele me formou no ventre da minha mãe, Ele conhece muito bem o meu corpo e sabe exatamente do que preciso.
E, se vc, mamãe tentante (sim, somos mamãe de coração) também foi diagnosticada com a IIC creia que é o Senhor que nos faz habitar em família. Busque, ore, chore pelo seu milagre nos pés do Senhor porque de certo Ele se levantará ao seu favor. Ele se agrada em realizar os desejos do nosso coração. Não desista! Busque ajuda médica, faça sua parte e Deus fará a dEle!
"Ele faz com que a mulher estéril habite em família, e seja alegre mãe de filhos. Louvai ao Senhor."
Salmos 113:9
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